Postos lado a lado, os protagonistas de Friends e The Big Bang Theory não parecem ter nada em comum. Os primeiros são jovens descolados à procura de festas e relacionamentos na pulsante cidade de Nova York. Os outros são nerds que não raro travam debates sobre ciência e tecnologia em um pequeno apartamento da Califórnia, o reduto tecnológico dos Estados Unidos. Mas os dois grupos de personagens estão no centro de fenômenos que, quando se observa a história da televisão americana, só surgem a cada dez ou quinze anos. Assim comoFriends foi a série mais assistida entre a metade dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, The Big Bang Theory é hoje a mais vista nos EUA, de onde se espraia pelo mundo afora. O que permite que personagens tão diferentes desempenhem esse mesmo papel é a equação das sitcoms (abreviação para situation comedy), séries com episódios de apenas meia-hora, roteiros metralhados de piadas, personagens cativantes (por um motivo ou outro) e histórias que vão do humor politicamente incorreto ao sentimentalismo puro. Big Bang tem um atrativo a mais: com seus nerds e geeks, ela é a cara da geração Facebook.
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